Conceituação cognitiva

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A conceituação cognitiva ou, mapa cognitivo, é uma ferramenta de avaliação voltada para a Terapia Cognitiva Comportamental. É uma estratégia de entendimento dos processos cognitivos, que permite, de forma objetiva, organizada e didática, definir estratégias mais assertivas para o processo terapêutico.

Por prática, e também por influência dos tempos do curso técnico de eletrotécnica, acabo fazendo os mapas cognitivos dos pacientes, não só na forma uma organização escrita das anotações sobre os relatos trazidos pelo paciente, mas também, na forma um fluxograma bastante didático.

A conceituação cognitiva é formada pelos dados trazidos pelos pacientes. Esses dados são organizados em termos de: crenças centrais, crenças subjacentes, pensamentos automáticos, comportamentos e emoções.

Essa separação dos elementos cognitivos exige um bom conhecimento teórico e alguma experiência, porque, reconhecer este tipo de informação e saber em qual categoria pertence não é uma tarefa fácil.

O conteúdo é apresentado pelo paciente em forma de uma conversa estruturada. Ou seja, uma conversa organizada através de focos específicos. Isso ajuda a separar as temáticas, mas também a reconhecer a meta-conversa e seus elementos estruturais, o que não é nada simples.

A organização didática dessas estruturas cognitivas, quando apresentadas ao paciente, permite o imediato insight sobre as dificuldades e suas origens. A intenção desse insight é dupla: primeiramente, desde o início do processo terapêutico, responsabilizar o indivíduo pelos sua transformação. Mas, também, dar-lhe autonomia para que, seja sempre livre, para caminhar sozinho, sem depender do terapeuta para a continuidade do processo.

Na minha prática, costumo contratar que, as quatro primeiras consultas serão usadas para isso. Uma investigação de pontos chaves no passado e no presente para que se possa construir um mapa cognitivo que ilustre, didaticamente, como as estruturas cognitivas estão organizadas, como atuam e, principalmente, onde e como precisamos começar a atuar na terapia para que as mudanças se apresentem o mais breve possível.

Na quinta sessão, faço um feedback apresentando literalmente um mapa, na forma de um fluxograma, do funcionamento cognitivo. Junto com o paciente, corrigimos as falhas, acrescentamos detalhes e decidimos como vamos atuar a partir da sessão seguinte, para alcançarmos os resultados esperados.

Raul de Freitas Buchi

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