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A razão, a discussão e a verdade

Existe um quase consenso nas ciências de hoje: A realidade é uma convenção NEURO CULTURAL. Ou seja, um acordo, quase coletivo, de um meio termos do que os cérebros andam produzindo por esse mundão.

A percepção de realidade, neurológica/cultural, passa por grandes variações de indivíduo para indivíduo, deixando nos com uma parte em comum com a grande maioria, bem pequena. Ou seja, a realidade varia de indivíduo para indivíduo. Isso é curioso pois, partindo desse ponto de vista, acreditar-se como portador de uma verdade ou de uma realidade, é o primeiro passo para um erro. Pois, ela será sua realidade e só sua O que temos, de fato, é, quando muito, uma leitura idiossincrática (peculiar) do vivido coletivamente (realidade?) é comum acordo entre todos.

Uma das boas e grandes coisas que aprendi no consultório é o que, depois de copiar de meu ensinador, chamei de regra dos 20. Ela funciona de forma simples:

  • Cada lado tem 20% de razão na leitura da realidade (e portanto, na razão). Então, são certos 40% de realidade de cada lado. Os outros 60% devem e precisam ser negociados.

Nessa negociação é necessário que se reconheça que outro lado TEM 20% de razão e, que, portanto, seu lado tem 20%. E, ambos, precisam ser reconhecidos como razão e levados em conta na decisão dos outros 60%.

Qualquer coisa fora disso é imposição (lei e dogma) ou julgamento (função de juiz e árbitro no exercício da sua profissão).

Raul de Freitas Buchi