Neurociência: processos cognitivos e de aprendizagem do jovem e do adulto

Foi-se o tempo em que o processo de aprendizagem, entreposto pela formalidade de um professor e seus alunos, referia-se as tenras idades da vida. As características dessa contemporaneidade veloz e fluída requerem de seus partícipes um constante processo de atualizar-se (no que se diz como conhecimento) e transformar-se (no que se diz adaptabilidade).
Seja pelas necessidades mais simples, exigentes de um ensino médio completo (aquisição da Carteira de Habilitação) ou para processos mais complexos em técnicas, tecnologias e conhecimentos (um novo software de gestão), nesse mundo atual, o estudo, a capacitação e o desenvolvimento pessoal são tão importantes quanto o próprio processo nutricional.
A infância carrega em si, aspectos do desenvolvimento biológico bastante peculiares, principalmente no que se refere à relação entre a aprendizagem e o Sistema Nervoso. Na infância, como o córtex, em pleno desenvolvimento (entre o nascimento e os vinte anos de idade, ele recobre toda a estrutura cerebral) não está plenamente maduro, a criança costuma adquirir uma prontidão gradual para a aprendizagem, de acordo com o seu tempo de amadurecimento neurobiológico. O córtex se desenvolve no ritmo dos estímulos, da nutrição e dos estados motivacionais e de segurança percebidos pela criança.
Nesse jogo do desenvolvimento, a relação entre estímulos (internos ou externos ao corpo) e o córtex cria laços que estruturarão, ao longo dos 20 anos iniciais, grande vias neurológicas, preparadas para responder às demandas do corpo e do meio ambiente. Essas repostas, apoiadas pelas vias neurológicas, no ser-humano, são amplamente dependentes do desenvolvimento da linguagem, e, é a partir delas que, grande parte dos processos cognitivos superiores se desenvolverá.
Nessa fase da vida, colocam-se entre o desenvolvimento e a aprendizagem uma série de problemas e variáveis. Fome, cansaço, distância, necessidades pessoais individuais (motoras e sensórias ou cognitivas). Mas também, variáveis do próprio processo didático e pedagógico.
Esses fatores interferem diretamente nos processo de aprendizagem e, todos eles podem, em maior ou menor grau, impedir o domínio da criança sobre certos conteúdos do conhecimento.

No adulto, por suas características neurológicas, a prontidão para aprendizagem está quase sempre presente. Ou seja, o cérebro, quase sempre, tem as estruturas necessárias para que o processo de aprendizagem possa ocorrer. Salvo em questões como lesões neurológicas, transtornos mentais e déficits cognitivos ou físicos, poucas são as variáveis que podem impedir um adulto motivado de aprender. Um livro, um audiobook, um curso online, caminhos normalmente usados para autoaprendizagem, funcionam ricamente com um adulto motivado. Podemos dizer que, um adulto motivado tem poucos impedimentos ou variáveis que, frente a sua motivação, impeçam o processo de aprender.

1 thought on “Neurociência: processos cognitivos e de aprendizagem do jovem e do adulto

  1. Pingback:Gestão da vida pelo medo - RAUL BUCHI

Comments are closed.