Read to grow

Books still the most precious and efficient tool in the process of self-learning. When we read and understand what is written, we immediately assume that knowledge with lived experience. In general, people who read more, become more sensitive to people and able to understand others. They also become better able to learn from others’ experiences and, therefore, do not repeat mistakes already made around them.

Like quality cinema, reading is capable of transporting us to fictional experiences that would, in reality, be impossible to live, either because of their unrealities or because of the intensity of the experiences available there. In literature, it is possible to make live that which, outside of it, is unimaginable. So we inflate the ability to experience, feel, and learn.

In literature , we learn to lead, to understand, to interpret, to gather points, to create ideas. Reading is the key to making intelligence, even if innate, a more capable, more robust tool. Neurologically, reading is teaching thinking to be visually guided toward the formation of more complex, solid, and creative reasoning.

Reading is a refuge, a dose of vitamin, a key to inspiration and an inexhaustible source of unrealistically fantastic moments.

I love the fantastic hyper-reality of Gabriel Garcia Marquez, of course, “One Hundred Years of Solitude”, with the fantastic saga of José Arcadio Buendia and his descendants.

Salman Rushied is another hyper-realistic I love of passion. From him, two books are pains that I feel for not being able to live these stories or have not written these books: “The last breath of a Moor” and “The children of midnight.”

Two Brazilian authors vie with these two geniuses, Erico Veríssimo, and Jorge Amado. Of Veríssimo, the saga of “The Time and the Win” and the beautiful book “Clarisse”. “The Time and the Win” is unquestionable, brings the two Brazilian superheroes: Ana Terra, the portrait of every Brazilian woman and the crazed, selfish and absolutely adorable Captain Rodrigo.

Beloved Amado, almost everyone, is the Brazilian Tolkien, a must-see and the portrait of a Brazil that is no longer contemporary in its comic strips but still carries the same sense of injustice, corruption and the same sad standards of ethics. But,The War of the Saints”, “The Bowels of Liberty” and “Jubiabá” are not to be missed. But from Jorge Amado, read everything you can, always. But, Jorge Amado and Verissimo are realistic, when we read, we have the feeling that they write what they see.

These are my four favorites, of which I read everything I got by hand, all I could find. But I must say that I have also read good books by other authors. I really like Tolkien’s books, my daughter started reading them at the age of 11, and to follow up with her, I started reading too. But since she did not want to lend me hers, I had to buy mine.

Bernard Cornwell and Conn Igulden, I recommend all the sagas they write: “Arthur’s Chronicles,” the story of Genghis Khan, the Mongolian conqueror, are obligatory.

But in recent weeks, I think perhaps for my inner moment, Primo Levi, with his “The truce” has been absolutely touching. See these two passages in the book:

“To see the behavior of the man who acts not according to reason, but according to his own deep impulses, is a spectacle of extreme interest, much like that which the naturalist enjoys by studying the activities of an animal from its instincts.” This is exactly the feeling we get when we see a tyrannical or incompetent leader trying to lead his team. The will is to sit and watch the animal taking its daily mud bath.

“It is well known that no one is born with a decalogue in the body, and each constructs the own of present things or past things, based on their own experiences, or assimilable to their own: reason why each one’s moral universe, identifies itself with the sum of past experiences, and thus represents a summary form of his biography. ” The decalogue is the set of ten commandments, which are, irrespective of religion, ten fairly reasonable rules for a minimal ethical coexistence equation. And, this notion that this minimal individual ethical framework is building with experience is a basic precept of psychology. These are the beating of life that shapes the shell.

You see, in two half paragraphs, two big lessons from the literature. The first one: “against idiots, observing is the best action”. the Second one: “nobody is born ready to live, all of us must learn, and from learning, adapt our ethical behavior”. Imagine what you can find in a complete book.

Raul de Freitas Buchi

Read to grow

Livros ainda são a ferramenta mais preciosa e eficiente no processo de autoaprendizagem. Quando lemos e compreendemos o que está escrito, assumimos imediatamente aquele conhecimento com experiência vivida.

De um modo geral, as pessoas que leem mais, se tornam pessoas mais sensíveis e capazes de compreender o próximo. Também se tornam pessoas mais capazes de aprender com as experiências alheias e, portanto, não repetir erros já cometidos a sua volta.

Assim como o cinema de qualidade, a leitura é capaz de nos transportar para vivências ficcionais que, na realidade, seriam impossíveis de serem vividas, sejam por suas irrealidades ou pela intensidade das experiências ali disponíveis. Na literatura é possível fazer viver aquilo que, fora dela é inimaginável. Então, assim, inflamos a capacidade de experimentar, sentir e aprender.

Na literatura aprendemos a liderar, a entender, a interpretar, a juntar os pontos, a criar ideias. Ler é a chave para tornar a inteligência, mesmo que inata, em uma ferramenta mais capaz, mais robusta. Neurologicamente, ler é ensinar o pensamento a ser visualmente guiado em direção à formação de raciocínios mais complexos, sólidos e criativos.

Ler é um refúgio, uma dose de vitamina, uma chave de inspiração e uma fonte inesgotável de momentos irrealmente fantásticos. Adoro a hiper-realidade fantástica de Gabriel Garcia Marquez, claro, “Cem anos de Solidão”, com a fantástica saga de José Arcadio Buendia e seus descendentes.

Salman Rushied é outro hyper-realista que eu amo de paixão. Dele, dois livros são dores que sinto por não poder viver essas histórias ou não ter escrito esses livros: “O último suspiro de um mouro” e “os filhos da meia noite”.

Dois autores brasileiros rivalizam com esses dois gênios, Erico Veríssimo e Jorge Amado. Do Veríssimo, a saga do “O Tempo e o vento” e o lindo livro “Clarisse”. O tempo e vento é inquestionável, traz os dois super-heróis brasileiro: Ana Terra, o retrato de toda mulher brasileira e o enlouquecido, egoísta e absolutamente adorável Capitão Rodrigo.

Do amado Amado, quase todos, é o Tolkien brasileiro, imperdível e o retrato de um Brasil que não é mais contemporâneo em suas historietas, mas que ainda carrega o mesmo senso de injustiça, corrupção e os mesmos tristes padrões de ética. Mas, “o sumiço da santa”, “os subterrâneos da liberdade” e “Jubiabá” são imperdíveis. Mas, de Jorge Amado, leia tudo que puder, sempre. Mas, Jorge Amado e Veríssimo são realistas, quando lemos, temos a sensação de que eles escrevem o que estão vendo.

Estes são meus quatro favoritos, dos quais li tudo o que consegui por a mão, tudo que consegui encontrar. Mas, preciso dizer que também li bons livros de outros autores. Gosto muito dos livros do Tolkien, minha filha começou a lê-los aos 11 anos e, para acompanha-la, comecei a ler também. Mas, como ela não queria me emprestar os dela, tive que comprar os meus.

Bernard Cornwell e Conn Igulden, recomendo todas as sagas que eles escrevem: “as crônicas de Artur”, a história do Gengis Kan, o conquistador mongol são obrigatórias.

Mas, nas últimas semanas, acho que talvez pelo meu momento interno, Primo Levi, com seu “ A trégua” tem sido absolutamente tocante. Veja essas duas passagens do livro:

“Assistir ao comportamento do homem que age não segundo a razão, mas segundo seus próprios impulsos profundos, é um espetáculo de extremo interesse, parecido com aquele de que desfruta o naturalista ao estudar as atividades de um animal a partir de seus instintos”. Esse é exatamente a sensação que temos quando vemos um líder tirânico ou incompetente tentando conduzir a sua equipe. A vontade é sentar e observar o animal tomando seu banho de lama diário.

“É sabido que ninguém nasce com um decálogo no corpo, e cada qual constrói o próprio das coisas presentes ou das coisas passadas, com base nas experiências próprias, ou assimiláveis às próprias: razão pela qual o universo moral de cada um, oportunamente interpretado, identifica-se com a soma das experiências anteriores, e representa, pois, uma forma resumida de sua biografia”. O decálogo é o conjunto dos dez mandamentos, que são, independentemente da religião, dez regras bastantes razoáveis para uma equação ética mínima de convivência. E, essa noção que que esta estrutura ética individual mínima vai se formando com a experiência é um preceito básico da psicologia. São as porradas da vida que vão dando formato à casca.

Você vê, em dois parágrafos, duas grandes lições da literatura. O primeiro: “contra idiotas, observar é a melhor ação”. o segundo: “ninguém nasce pronto para viver, todos nós devemos aprender e, aprendendo, adaptar nosso comportamento ético”. Imagine o que você pode encontrar em um livro completo.

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