Terapia Cognitivo-Comportamental

Terapia Cognitiva é um sistema de psicoterapia que tem demonstrado grande êxito no tratamento dos mais variados transtornos e patologias clinicas.

 A terapia cognitiva tem como base a hipótese de “vulnerabilidade cognitiva”. O pressuposto básico da interpretação que um sujeito faz de uma determinada situação, e de que essa interpretação vai definir a resposta emocional e comportamental do sujeito.

As nossas interpretações são determinadas pelos nossos esquemas e crenças, funcionais ou disfuncionais. Essas crenças quando ativadas geram pensamentos automáticos (positivos ou negativos), que por fim interferem no nosso comportamento.

Características que a distinguem de outras formas de psicoterapia são o tempo curto e limitado (sessões semanais de mais ou menos 50 minutos por aproximadamente 6 meses, podendo este ser estendido de acordo com a necessidade e o ritmo de cada paciente) e a eficácia comprovada através de estudos empíricos, em várias áreas de transtornos emocionais como depressão, transtornos de ansiedade (fobias, pânico, hipocondria, transtorno obsessivo-compulsivo), dependência química, transtornos alimentares, problemas interpessoais, incluindo terapia familiar e de casal, etc., para adultos, crianças e adolescentes, nas modalidades individual e em grupo.

Sua utilização no tratamento de psicoses apresenta resultados encorajadores. Terapia Cognitiva ainda é indicada como coadjuvante no tratamento de transtornos orgânicos, e em intervenções nas áreas de educação, organizações e esportes.                     

As pressuposições gerais sobre as quais a terapia cognitiva se baseia incluem as seguintes:

  1. A percepção e a experiência em geral são processos ativos que envolvem dados de inspeção introspecção.      
  2. As cognições do paciente representam uma síntese dos seus estímulos internos e externos.
  3. O modo como a pessoa avalia uma situação geralmente fica evidente em suas cognições.
  4. Estas cognições constituem o “fluxo de consciência” ou campo fenomenal da pessoa, que reflete a configuração da pessoa de si própria, do seu mundo, do seu passado e do seu futuro.
  5. Alterações no conteúdo das estruturas cognitivas subjacentes da pessoa afetam seu estado afetivo e padrão comportamental.
  6. Através da terapia psicológica um paciente pode tornar-se ciente de suas distorções cognitivas.
  7. A correção destes construtos disfuncionais falhos pode conduzir a uma melhora clínica.