New Year, guilt, promises and reality

We begin the new year full of new hopes. This is horrible. It sucks really. Despite the prolonged holiday, there is no change in reality. Change the digits, a new folder is opened in income tax, but there is no real and effective change in the universe, in nature or whatever.

In fact, we have come out of a phase of very high consumption that is Christmas, for a phase of compensatory attempts to become better people, inspired by the Christian holiday. We all have an ideal about what it is to be better than we are. Basically, we understand that life is constant development in all areas and that to stop developing is a bad thing. So we have a chronic need for development. At least the pushing to change.

It turns out that, inspired by the holiday Christian, inspired by the change in the calendar, inspired by the beautiful junk on TV, we end up making a balance of the year. The worst season for this, poor systems of self-evaluation, poor system of evaluative criteria are the perfect combination to a “just new year depression and frustration”. Let´s understand these three problems:

The time is a time of different kinds of guilt:

1 – Guilt for reviewing or reanimating people we didn’t saw throughout the year;
2 – Blame for do not have enough money to buy all the presents that we would like;
3 – Blame for spending more than we would like;
4 – Blame for eating more than necessary.

Poor evaluation systems:

If we have attained the neurotic and unreal goals we drew in the previous year, we have done nothing more than the obligation. If we do not reach, we are a failure. This is the system: if so, fuck, if not, fault. No evaluation system can consist of only two possibilities of 100% fulfilled (but insignificant, non-rewarding) or null (punitive) results.

This model of evaluation only works in one direction: generating guilt and a sense of failure. So it does not prepare for the contingencies (whatever they may be) that led to non-achievement of the goals to be thought of and can be included in the planning for next year. More than that, many contingencies are variable, so they can only be discovered through planning.

Without a functional evaluation system, the objectives themselves can not be rethought in terms of their real need and importance. That is, how much we need these goals to give continuity in our individual evolutionary process (Haha). This is absolutely important because if goals do not make real sense in life, why draw them? A simple example: Weight loss. For what? Why? How?

40% of the population has “excess” weight. What does that mean? It means that medical science, responsible for the sale of medical products, determined a normality scale for the Body Mass Index. And, if you are out of this measure, you would need to fit in or you are a risk for the Health insurance. The second reason is the fashion industry. The planning of the garment industry to facilitate mass production, necessarily requires the standardization of sizes, and the ideal sizes are those most easily adapt to the production molds. Thus, the image projected by the current discourses order sizes and weights of the clothing and medicine industry. Weight loss for what? Become a millionaire for what? Buying a new car for what? Learn a new language for what?

You see, even if you are a greedy, ambitious, stingy, stuffed, your brain is not, and it needs to be convinced of that goal in order to reach it. We call that motivation. But, you see, your brain will know if you prefer lasagna or new pants. You and I, we know it too. So, a functional evaluation system could really develop real and functional goals for the new year! Important, even! Visit this link!

Unfair and dysfunctional evaluation criteria:

In addition to the fact that the evaluation system is dysfunctional, the evaluation criteria are also dysfunctional. Let us sing platonic ideas, drawn from the bottom of the cave of perfection to be our criteria. We imagine a Ferrari instead of the Ford sedan. We imagine losing 20 pounds instead of being healthier and smiling. The criteria we use to weigh the total success duality X unsuccessful failure are as unfair and dysfunctional as the evaluative system. So, with those criteria in this system, no matter how hard we’ve been in the past year. We will always be frustrated and guilty, for we will never, ever, reach goals that meet these perfect, idolized criteria.

Criteria must deal with reality. They need to take into account environmental contingencies, they need to take account of progression criteria in the development of the objective. The criteria must be fair and contemplate the real and possible. After all, no one, who works and has other occupations, can learn a new language and have fluency in it in 12 months. Neither living in the country (of course, if the person has 100% dedication, it is possible). No one achieves goals that need training and development in 12 months leading is not normal in life. In the link, you can find some good quality sel-help

Companies know this, and their goals and developments are usually planned in 5 years. For, companies know that, a postgraduate course lasts on average 18 months of course plus 6 months for Paper. That is, it will not be possible to acquire a new standard in less than 24 months.

The suggestion is to deal with ourselves like with the same care we do with our dogs!

Ano novo, culpa, promessas e realidade

Começamos o ano novo cheio de novas esperanças. Isso é horrível. É péssimo na verdade. Apesar do feriado prolongado, não há mudança nenhuma na realidade. Mudam´se os dígitos, abre-se uma nova pasta no imposto de renda, mas não há nenhuma mudança real e efetiva no universo, na natureza ou sei lá no que.

Em verdade, saímos de uma fase de altíssimo consumo que é o Natal, para uma fase de tentativas compensatórias de nos tornarmos pessoas melhores, inspirados pelo feriado cristão. Todos temos um ideal sobre o que é “ser melhor” do que somos. Basicamente, entendemos que a vida é um desenvolvimento constante em todas as áreas e que, parar de se desenvolver é uma coisa ruim. Então, temos uma cronica necessidade de desenvolvimento.

Acontece que, inspirados pelo feriado cristão, inspirados pela mudança no calendário, inspirados pelas belas porcarias televisivas, acabamos fazendo um balanço do ano. Péssima época para isso, péssimos sistemas de autoavaliação, péssimo sistema de critérios avaliativos.

A época é uma época de culpas variadas:

1 – Culpa por rever ou reamar pessoas que vimos pouco ao longo do ano;

2 – Culpa por não ter dinheiro para comprar todos os presentes que gostaríamos;

3 – Culpa por gastar mais do que gostaríamos;

4 – Culpa por comer mais do que o necessário.

Sistemas de avaliação péssimos:

Se alcançamos os objetivos neuróticos e irreais traçados no ano anterior, não fizemos mais do que a obrigação. Se não alcançamos, somos um fracasso. Esse é o sistema: se sim, foda-se, se não, culpa. Nenhum sistema de avaliação pode consistir em apenas duas possibilidades de resultados integral (mas insignificante, não recompensatório) nulo (punitivo).

Esse modelo de avaliação só funciona em uma direção: gerar culpa e sensação de fracasso. Então, ele não prepara para que as contingências (sejam quais forem) que induziram à não realização dos objetivos sejam pensadas e possam constar no planejamento para o próximo ano. Mais, do que isso, muitas contingências são variáveis, portanto, só podem ser descobertas ao longo do planejamento.

Sem um sistema de avaliação funcional, os próprios objetivos não podem ser repensados em termos de sua real necessidade e importância. Ou seja, o quanto necessitamos desses objetivos para dar continuidade no nosso processo evolutivo (Haha) individual. Isso é absolutamente importante, pois se os objetivos não fazem sentido real na vida, para que traçá-los? Um exemplo simples: Emagrecer. Para que? Por que? E, Como?

40% da população tem “excesso” de peso. O que isso quer dizer? Quer dizer que a ciência médica, responsável pela venda de produtos médicos, determinou uma escala de normalidade para o Índice de Massa Corporal. E, se você está fora dessa medida, você precisaria se enquadrar. O segundo motivo é a indústria da moda. A planificação da indústria do vestuário para facilitar a produção massiva, exige necessariamente a padronização de tamanhos e, os tamanhos ideais são aqueles mais facilmente se adaptam aos moldes de produção. Assim, sendo, a imagem projetada pelos discursos vigentes regem tamanhos e pesos agráveis a indústria do vestuário e da medicina. Emagrecer para quê? Tornar-se milionário para quê? Comprar um carro novo para quê? Aprender uma nova língua para quê?

Veja, mesmo que você seja um fuinha, ambicioso, mesquinho e tapado, seu cérebro não é e, precisará estar convencido desse objetivo para poder alcançá-lo. Chamamos isso de motivação. Mas, veja, seu cérebro saberá se você prefere lasanha ou uma calça nova. Eu e você também sabemos. Então, um sistema de avaliação funcional, realmente poderia desenvolver objetivos reais e funcionais para o novo ano! Importantes, até!

Critérios de avaliação injustos e disfuncionais:

Além do sistema de avaliação ser disfuncional, os critérios de avaliação também são disfuncionais. Elencamos ideias platônicos, tirados do fundo da caverna da perfeição para serem nossos critérios. Imaginamos uma ferrari ao invés do corsa sedan. Imaginamos perder 20 quilos em vez de sermos mais saudáveis e sorridentes. Os critérios que usamos para pesar a dualidade sucessototal X fracassoabsoluto são tão injustos e disfuncionais quanto o sistema avaliativo. Assim, com esses critérios nesse sistema, não importa o quanto tenhamos dado duro no ano que passou. Sempre estaremos frustrados e culpados, pois nunca, nunca, nunca, atingiremos objetivos que preencham esses critérios perfeitos e idolatrados.

Os critérios precisam tratar da realidade. Precisam levar em conta contingências do ambiente, precisam levar em conta critérios de progressão no desenvolvimento do objetivo. Os critérios precisam ser justos e contemplar o real e possível. Afinal, ninguém, que trabalhe e tenhas outras ocupações, pode aprender uma nova língua e ter fluência nela em 12 meses. Nem morando no país (claro, se a pessoa tem 100% de dedicação, é possível). Ninguém alcança objetivos que precisam de treino e desenvolvimento em 12 meses levando uma vida normal.

As empresas sabem disso e, seus objetivos e desenvolvimentos, em geral são planificados em 5 anos. Pois, as empresas sabem que, uma pós-graduação dura em média 18 meses de curso mais 6 meses para o Paper. Ou seja, não será possível adquirir um padrão novo em menos de 24 meses.

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